cinema sob uma perspectiva contra-hegemônica

Jovens Mães, novo filme dos irmãos Dardenne, ganha trailer e data de estreia no Brasil

Premiado em Cannes e escolhido para representar a Bélgica no Oscar, o longa chega aos cinemas brasileiros em 1° janeiro de 2026 pela Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes acaba de lançar o trailer oficial de Jovens Mães, novo longa dos consagrados Jean-Pierre e Luc Dardenne, um dos nomes mais respeitados do cinema contemporâneo.

Vencedor do Prêmio de Melhor Roteiro e do Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes 2025, o filme foi escolhido como candidato da Bélgica ao Oscar 2026 e chega aos cinemas brasileiros em 1° janeiro de 2026.

O longa teve sua primeira exibição no Brasil durante a 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que homenageou os irmãos Dardenne com o Prêmio Humanidade, reconhecimento à coerência ética e à sensibilidade humanista de sua filmografia.

Com estilo realista e tom profundamente humano, Jovens Mães retrata a vida de cinco adolescentes grávidas que vivem juntas em um abrigo para mães na região de Liège, na Bélgica. Entre conflitos familiares, carências afetivas e o peso da sobrevivência, elas aprendem a construir, em meio à precariedade, gestos de cuidado e solidariedade.

“Queríamos filmar essas jovens não como personagens, mas como pessoas — vivas, únicas, resistindo a serem enquadradas”, afirmaram os cineastas em Cannes.

Filmado em locações reais, com luz natural e elenco de estreantes, Jovens Mães reafirma a poética dos Dardenne: um retrato coletivo de resistência, no qual o ato de cuidar de um filho se confunde com a tentativa de reconstruir a própria identidade.

SINOPSE
Cinco jovens mulheres — Jessica, Perla, Julie, Ariane e Naïma — vivem juntas em um abrigo para mães adolescentes na região de Liège, Bélgica. Cada uma enfrenta, à sua maneira, as consequências de uma maternidade precoce, tentando cuidar de seus filhos enquanto encaram o peso de suas próprias ausências e feridas. Jovens Mães é um retrato delicado e contundente da maternidade como território de vulnerabilidade e resistência, marcado por dilemas éticos, sociais e afetivos.