Maior festival do gênero na América Latina, o Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre anunciou vencedores na noite de sexta (7/11)

Considerado o maior do gênero da América Latina, o Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre (FRAPA) anunciou na noite de sexta-feira (7) os vencedores de sua 13ª edição. O evento reuniu centenas de roteiristas de todo o país na capital gaúcha, enquanto proporcionou ao público geral oficinas e mostras de cinema gratuitas. O festival aconteceu de 3 a 7 de novembro de 2025, na Casa de Cultura Mario Quintana e em outros espaços do Centro da cidade.
No Concurso de Roteiros, os vencedores foram o paulista Revide, de Gael Bérgamo, e o baiano Riacho de Areia, de Ana do Carmo, Aída Esther Bueno, Larissa Barbosa, Luiz Guilherme Assis e Rayane Teles — melhor roteiro de longa e piloto de série, respectivamente. O Cheiro da Árvore (RJ), de Débora Backes, consagrou-se Melhor Argumento de Ficção, enquanto Toshi Voltou do Japão (SP), de Marcos Yoshi, foi escolhido o Melhor Argumento de Documentário.
Na Mostra Competitiva de Curtas, o grande destaque foi VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), roteiro de Asaph Luccas, de São Paulo, que levou Melhor Roteiro, Júri Popular e Diálogo. Quando Eu For Grande? (PR), de Mano Cappu, levou Melhor Título, enquanto o carioca BELA LX-404, de Luiza Botelho, ganhou o troféu de Melhor Final. A Melhor Cena foi para Amarela (SP), de André Hayato Saito, Luigi Madormo e Tati Wan, e Melhor Personagem foi entregue a Mãe da Manhã (RS), roteiro de Clara Trevisan.

Nesta edição, o FRAPA lotou a Cinemateca Paulo Amorim e a Cinemateca Capitólio com duas exibições de O Agente Secreto, com a presença do cineasta Kleber Mendonça Filho. Além das sessões de cinema, foram realizadas dezenas de atividades, entre masterclasses, workshops, debates, rodada de negócios, pitchings e o FRAPA[LAB].
Entre seus convidados, o festival trouxe a Porto Alegre a dupla de roteiristas de Ainda Estou Aqui, Heitor Lorega e Murilo Hauser; os roteiristas de Pablo & Luisão, Bia Braune, Caito Mainier, Maurício Rizzo e Paulo Vieira; e três autores da série de sucesso Tremembé, Juliana Rosenthal, Vera Egito e Ulisses Campbell. O evento também teve a presença de Bráulio Mantovani, que apresentou um estudo de caso da sua minissérie Pssica.
O FRAPA 2025 é uma realização da Coelho Voador e Epifania Filmes, com financiamento da Lei Paulo Gustavo, Instituto Estadual de Cinema (Iecine), Pró-Cultura RS, Secretaria de Estado da Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal. O festival conta com direção-geral de Leo Garcia e produção executiva de Mariana Mêmis Müller.

VENCEDORES DO XIII FESTIVAL DE ROTEIRO AUDIOVISUAL DE PORTO ALEGRE
Melhor Roteiro de Longa-Metragem: Revide, de Gael Bérgamo (Santo André/SP)
Menção Honrosa: Vendo/Alugo, de Gabriel Reis (Curitiba/PR)
Melhor Roteiro de Piloto de Série: Riacho de Areia, de Ana do Carmo, Aída Esther Bueno, Larissa Barbosa, Luiz Guilherme Assis e Rayane Teles (Salvador/BA)
Menção Honrosa: Memento Vivere, de B Paolucci (São Paulo/SP)
Melhor Argumento de Ficção: O Cheiro da Árvore, de Débora Backes (Rio de Janeiro/RJ)
Menção Honrosa: Movimento dos Barcos, de Tarcisio Gabriel da Conceição Santos (Belém/PA)
Melhor Argumento de Documentário: Toshi Voltou do Japão, de Marcos Yoshi (São Paulo/SP)
Menção Honrosa: Um Corpo para Waldirene, de Luíza Zaidan, Vitã e Rafael Farina (São Paulo/SP)

Competitiva de Curtas:
Melhor Título: Quando Eu For Grande?, roteiro de Mano Cappu (PR)
Melhor Diálogo: VBP (Vacas Brancas Preguiçosas), roteiro de Asaph Luccas (SP)
Melhor Final: BELA LX-404, roteiro de Luiza Botelho (RJ)
Melhor Cena: Amarela, roteiro de André Hayato Saito, Luigi Madormo e Tati Wan (SP)
Melhor Personagem: Mãe da Manhã, roteiro de Clara Trevisan (RS)
Melhor Roteiro: VBP (Vacas Brancas Preguiçosas)
Júri Popular: VBP (Vacas Brancas Preguiçosas)

