cinema sob uma perspectiva contra-hegemônica

Sessão Vitrine Petrobras marca presença na Flip 2025 em mesa que reflete sobre as interseções entre o audiovisual e a literatura

A animação infantil Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca, lançada pelo Projeto, também ganha duas exibições gratuitas durante o evento

Celebrando sua trajetória de 15 anos como uma das mais importantes iniciativas de distribuição independente do cinema brasileiro, a Sessão Vitrine Petrobras participa da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP 2025) com uma programação especial que aproxima o audiovisual da literatura.

No dia 31 de julho, às 11h, a distribuidora participa da mesa “Entre Letras e Imagens: Conexões entre o Mercado Literário e o Mercado Cinematográfico”, na Casa da Cultura. O debate reunirá Letícia Friedrich (sócia da Vitrine Filmes) e Emilio Fraia (editor da Companhia das Letras), com mediação de Renata Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A proposta é explorar as interseções entre os dois mercados — da produção à circulação — refletindo sobre como livros e filmes dialogam em estratégias de promoção, alcance de público e construção de narrativas. O encontro ainda trará reflexões sobre o papel de feiras e festivais na projeção internacional de obras, a importância de selos curatoriais e os desafios enfrentados por editoras e distribuidoras independentes.

Já no eixo de programação audiovisual da FLIP, o projeto leva ao Cinema na Praça o filme “Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca”, dirigido por Diego M. Doimo, Eduardo Perdido e Tiago MAL. Serão duas sessões abertas ao público: na sexta-feira (1/08), às 15h30, e no domingo (3/08), às 17h30. Voltada ao público infantil e suas famílias, a obra reforça o compromisso da Sessão Vitrine Petrobras com a formação de novos espectadores e com a valorização do cinema nacional desde a infância.

Com uma proposta inovadora de distribuição e fidelização de público, a Sessão Vitrine Petrobras tem sido referência na circulação de filmes autorais e na descoberta de novos talentos do cinema brasileiro. A participação na FLIP 2025 reforça sua vocação para o diálogo entre diferentes linguagens artísticas e para a ampliação do acesso à cultura.

No filme, a vida da pequena traça Teca é transformada a partir do seu contato com o universo da literatura. Vinda de uma família de traças que devoram livros, a protagonista cresceu comendo livros também. Porém, ao aprender a ler, Teca muda a sua forma de pensar quando entende que além de alimentar seu corpo, os livros também servem para serem lidos e alimentar a alma.

Em 2024, o Projeto Sessão Vitrine Petrobras levou aos cinemas o clássico “A Hora da Estrela” digitalizado, de Suzana Amaral, baseado em um dos livros mais vendidos e cultuados da autora Clarice Lispector. A obra foi agraciada em 1985 com o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, para a gigante atriz paraibana Marcélia Cartaxo.

Mesa | Entre Letras e Imagens: Conexões entre o Mercado Literário e o Mercado Cinematográfico

31/07, às 11h – Casa da Cultura de Paraty

Participantes: Letícia Friedrich (Vitrine Filmes), Emilio Fraia (editor da Cia das Letras)

Mediadora: Renata Almeida (Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

A proposta da mesa é explorar os pontos de contato entre o universo editorial e o audiovisual, destacando como livros e filmes compartilham estruturas similares de produção, circulação e promoção. A conversa vai percorrer temas como o papel estratégico de feiras literárias e festivais de cinema na projeção internacional das obras, a equivalência entre capas e cartazes, e os desafios relacionados à tiragem, número de cópias e alcance de público. Serão discutidas também estratégias de formação de público por meio de selos curatoriais, como fazem as editoras com linhas editoriais voltadas a determinados nichos, e como se destaca no cinema a Sessão Vitrine Petrobras, projeto que há 15 anos consolida um modelo inovador de distribuição coletiva, fidelização e descoberta de novos talentos. Um panorama sobre como esses dois setores se entrelaçam na construção de narrativas e na disputa por atenção em mercados cada vez mais competitivos.