cinema sob uma perspectiva contra-hegemônica

Poética Marginal disponibiliza quatro curtas na plataforma UBUPLAY

Quatro curtas produzidos pela produtora carioca Poética Marginal, dirigidos pelo
cineasta Rogerio Cavalcante e Castro, estão disponíveis gratuitamente na plataforma
UBUplay

A seleção é composta pelo documentário Sacis, começos e fins, produzido em 2013, que retrata uma pesquisa por sacis e outras figuras do folclore brasileiro na zona da mata pernambucana, e por outros três curtas de ficção.

O curta Toda cidade anda esquecida (2017) foi gravado durante o carnaval carioca de 2017 e conta a história de César, que está depressivo e tenta fugir da folia carnavalesca quando, por acaso, redescobre a alegria de viver ao conhecer Silva, um homem em pleno vigor da vida e apaixonado pelo carnaval.

Com um elenco composto por Fernanda Vianna, Juliana Carneiro da Cunha, Ricardo Teodoro e Eduardo Cardoso, o curta Os dias que escondem as noites (2020) narra a luta de uma mãe suburbana para conseguir finalizar a obra de seu banheiro, enquanto se esforça em se relacionar bem com um de seus filhos.

Atrizes Juliana Carneiro da Cunha e Fernanda Vianna,
em “Os dias que escondem as noites”.

Parabéns, já somos livres! (2023) trata ficcionalmente o tema do bicentenário da independência. Nele, Pedro é um professor negro que enfaticamente luta pela independência cultural do Brasil e, quando zombam dele chamando-o de D. Pedro I, resolve ler sobre o monarca e acaba se confundindo com a figura histórica do imperador, que era escravagista.

Para Rogerio Cavalcante e Castro, diretor e roteirista dos curtas, além de se sentir honrado, ter as obras acessíveis na plataforma UBUplay é a maneira de ter um canal direto com o público para a exibição de parte de sua obra.

Além destes quatro curtas, ele produziu outros dois. O curta A Ronda (2021) estará disponível em breve na plataforma de streaming Tela Brasil, do Governo Federal, junto também com Os dias que escondem as noites. E seu último trabalho, Doença é Vida (2025), ganhou o prêmio de Melhor Curta Carioca no 34º Festival Internacional Curta Cinema e está em circulação por festivais.

Para Rogerio Cavalcante, tudo que um artista quer é ganhar voz para exibir suas criações e deixar o público se aproximar da arte que faz e defende. Essas plataformas motivam o artista a acreditar em seu trabalho e a continuar sendo artista. “É uma maneira de criar identidade individual do cineasta e identidade coletiva de um país. Precisamos valorizar nossas expressões, mesmo que estejam em processo de formação, como é o caso de artistas iniciantes como eu”, complementa.