Em entrevista ao The Times of London, o diretor falou que “obviamente haverá idiotas por aí” que ficarão ofendidos, mas acrescenta: “Danem-se eles”.

Neste sábado, o diretor James Gun deu uma entrevista ao The Times of London e suas declarações dão a entender que o filme deve ter um certo teor político e social. Ele disse que o “Superman é a história da América”. “Um imigrante que veio de outros lugares e povoou o país, mas para mim é principalmente uma história que diz que a bondade humana básica é um valor e algo que perdemos.”
Gunn acrescentou ainda que o filme também contém uma cena de 10 minutos que mostra Clark Kent e Lois Lane discutindo geopolítica e se é aceitável matar outras pessoas em nome da justiça — ou se é aceitável matar alguém em nome da justiça. “Sim, é sobre política”, disse Gunn.
A história do Superman sempre foi sobre imigrantes, observou o diretor. Os roteiristas originais da HQ vieram de famílias de imigrantes: Joseph Schuster nasceu em uma família judia do Canadá, e Jerry Siegel, de imigrantes judeus lituanos. Em 2018, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lançou um livro intitulado “Superman Was a Refugee Too” na Itália.
Apesar de Gunn ter admitido que o filme “terá um impacto diferente” dependendo da cidade e/ou estado do público, ele também disse: “Mas é sobre bondade humana e, obviamente, haverá idiotas por aí que simplesmente não são gentis e vão achar isso ofensivo só porque é sobre bondade. Mas danem-se eles.”
Superman: Legacy estreia dia 10 de julho nos cinemas brasileiros.

