cinema sob uma perspectiva contra-hegemônica

Iracema – Uma Transa Amazônica ganha primeiro trailer, 50 anos depois da sua estreia nos cinemas

Clássico dos diretores Jorge Bodanzky e Orlando Senna volta às telonas em versão restaurada em 4K em 24 de julho

Censurado pela ditadura militar na década de 1970, o longa dos diretores Jorge Bodanzky e Orlando Senna propõe uma crítica profunda sobre a ocupação violenta da Amazônia, que segue mais atual do que nunca.

Mesclando documentário e ficção, Iracema – Uma Transa Amazônica retrata o encontro de uma jovem indígena e um caminhoneiro, encantado pelo suposto progresso da Transamazônica. Aos poucos, conforme os dois personagens se aproximam, as imagens captadas em 16 mm revelam o que há por trás do chamado “milagre econômico”: um registro em tempo real do desmatamento da floresta, da grilagem, da exploração sexual e de uma série de violações normalizadas em nome do desenvolvimento. Deste modo, a restauração resgata não só o impacto estético do filme, como também seu valor enquanto documento histórico.

Considerado um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), o filme coleciona prêmios neste meio século de história, a exemplo dos quatro troféus que ganhou em 1980, no Festival de Brasília. Agora, pouco antes de voltar às salas de cinemas de todo o país, o filme foi destaque nas últimas edições do Festival do Rio e do Festival de Berlim.

Com distribuição da Gullane+, Iracema – Uma Transa Amazônica estreia em 24 de julho.