cinema sob uma perspectiva contra-hegemônica

Ruas da Glória integra seleção do Festival do Rio

Felipe Sholl retorna ao Festival do Rio após conquistar o prêmio de Melhor Filme em 2016 com Fala Comigo

Crédito: Íra Barillo

O novo longa-metragem dirigido por Felipe Sholl, Ruas da Glória, está entre os filmes selecionados para a Première Brasil Ficção no Festival do Rio, que acontece entre os dias 2 e 12 de outubro. O filme marca o retorno do diretor ao festival, após seu primeiro longa, Fala Comigo, que venceu os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz em 2016.

Ambientado no centro do Rio de Janeiro, Ruas da Glória acompanha Gabriel, um jovem professor de literatura que acaba de se mudar para a cidade. Ao conhecer Adriano, um garoto de programa, vive uma paixão arrebatadora que rapidamente se transforma em obsessão. Quando Adriano desaparece, Gabriel inicia uma busca que o leva a mergulhar no submundo da prostituição, onde encontra uma nova rede de amigos.

Crédito: Íra Barillo

Felipe Sholl, que também assina o roteiro, constrói uma narrativa intensa com olhar atento às margens sociais. “Quis explorar um amor apaixonado e viciante, mas também autodestrutivo, e ao mesmo tempo retratar a amizade e o senso de comunidade que nascem em lugares improváveis”, afirma o diretor, que também celebra a participação do filme no Festival: “Estar de volta ao Festival do Rio é uma honra. Frequento o evento desde os 16 anos, foi lá que eu me descobri cinéfilo, que comecei a aprender cinema e onde estreei meu primeiro longa”.

O elenco conta com Caio Macedo, no papel de Gabriel, e Alejandro Claveaux, como Adriano, além de Diva Menner, Alan Ribeiro, Jade Sassará e Sandro Aliprandini, e participações especiais de Daniel Rangel, Ernesto Piccolo, Edmilson Barros e Wilson Rabelo. Com fotografia de Léo Bittencourt e montagem de Luisa Marques, o filme é produzido por Daniel van Hoogstraten e pela produtora Syndrome Films, em coprodução com RioFilme e Telecine, com distribuição no Brasil pela Retrato Filmes e vendas internacionais pela m-appeal.

Crédito: Íra Barillo

SINOPSE

Gabriel, um jovem professor de literatura, acaba de se mudar para o Rio. Ele descobre o Bar da Glória, um bar de bairro e ponto de encontro, onde logo se torna amigo da magnética proprietária, Mônica. Quando ele conhece Adriano, um garoto de programa, a química entre eles é explosiva, dando início a um intenso e tumultuado caso de amor. Um dia, Adriano desaparece repentinamente, e Gabriel inicia uma jornada de investigação até se tornar ele mesmo um garoto de programa. Percebendo que sua obsessão por Adriano o está levando a um caminho destrutivo, Gabriel precisa fazer uma escolha. Com Mônica e seus novos amigos, ele encontra uma família e novas razões para viver.

FICHA TÉCNICA
Direção e Roteiro: Felipe Sholl
Produtor: Daniel van Hoogstraten
Produção: Syndrome Films
Coprodução: RioFilme, Telecine
Fotografia (DoP): Léo Bittencourt
Direção de Arte: Fernanda Teixeira
Montagem: Luisa Marques
Som: Felippe Mussel, Bernardo Adeodato
Música Original: Orlando Scarpa Neto

Elenco
Caio Macedo (Gabriel), Alejandro Claveaux (Adriano), Diva Menner (Mônica), Alan Ribeiro (Mateus), Jade Sassará (Laila), Sandro Aliprandini (Roger)

Participações Especiais
Ernesto Piccolo, Wilson Rabelo, Edmilson Barros e Daniel Rangel

SOBRE O CINEASTA

Felipe Sholl nasceu em 1982 no Rio de Janeiro. Seu primeiro longa como diretor, Fala Comigo, ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz no Festival do Rio em 2016, foi exibido no BAFICI 2017, no Festival de Havana 2017 e integrou o catálogo da Netflix Brasil.

O primeiro curta de Felipe como diretor, (2007), foi exibido no Festival de Berlim e ganhou o Teddy Award de Melhor Curta (para filmes LGBT+) em 2008.

Como roteirista, Felipe é creditado em 15 outros títulos, incluindo [Des]Controle, de Rosane Svartman, que também estreia neste Festival do Rio; Manas, de Marianna Brennand (Veneza 2024); Il Traditore, de Marco Bellocchio (Cannes 2019); Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria (Cannes 2020); M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida (2020), de Jefferson De; Histórias que Só Existem Quando São Lembradas, de Julia Murat (Veneza, Toronto, San Sebastián 2011); e Campo Grande, de Sandra Kogut (Toronto 2015).

Felipe é formado em Jornalismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em Roteiro pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro.